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terça-feira, 12 de março de 2013

AUTO-SUSTENTABILIDADE




Repensar e reformular o meu Ser-fazer é uma opção a cada fração de segundo. 

É impressionante a quantidade e qualidade de informação sobre as alternativas concretas
ao meu dispôr para reequilibrar esta minha existência com a energia primordial do planeta. 

: uma estância de Amor-Sabedoria-Vida. 


Estarei em sintonia com esta essência primordial?

O que estou a fazer consciente e concretamente?

Quero alinhar-me, unir-me, reEvoluir, com os pés na Terra, em orAção.




... é um mundo que se abre.

:o)


#1 REEVOLUTION





We are Multidimensional Beings.

I am not only what I see and hear and smell and touch and taste
at this single spot in time/space
I have got (as far as quantum physicists now calculate) 
eleven quantic "sisters",
around this, not so infinite, Universe, 
paradoxically and simultaneously, 
yearning to Expand and to find Harmony. 

Sometimes, however, it is clearly a time for Chaos.
Sometimes, during this necessary and hilarious Chaos,
the words we write or say to others
are (un)consciously and (un)wisely directed to Ourselves.

This is, definitely, the case. 

: a Rap-Gospel with the unsounding-sound of violins...

(please, click in the link below and then in play)



Thank You
謝謝
Спасибо
Shokran

Bem-hajaaummmm...

;o)


domingo, 10 de março de 2013

CARRO A AR?


Simples e ecoconsciente!


300 km de autonomia! 15km/ h. 
O ar sai mais puro do que entra.
Incrível?
: um facto cientificamente atestado.


Onde estão os representantes em Portugal? 
E os postos de abastecimento?


Ou será cedo, senhoras e senhores?
Os pulmões do planeta agradecem.



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A BIO-LÓGICA DA BATATA







Batata biológica do horto do Abílio | Cozinha dos meus progenitores


"A lógica da batata" varia.

A questão da perspetiva dá que pensar e fazer ensaios de reposicionamento pode revelar-se estimulante, libertador e útil.

A imaginação está nas nossas mãos e pode ser "manuseada" em diversos sentidos e direções, ao ponto de alterar as emoções que permeiam o corpo que sustenta a dita e, assim, alterar-lhes (ao corpo e à batata) o destino de forma significativa.

Sendo uma questão de lógica, se lhe acrescentarmos o "bio", adquire dimensões palváveis e imateriais que podem concretizar-se de inúmeras formas (frita, refogada, grelhada, cozida, assada, a murro, crua - como n'"O Cavalo de Turim"*...).

Falar em "bio-lógica da batata" no singular é, pois, redutor da natureza do alimento, da sua ética, estética e gastronomia.

O repto é, portanto, viajar "à raiz" da dita, com o mínimo de condicionamentos possível, e sentir a história dos seus nutrientes para melhor absorvê-los, mesmo sem ingestão; até porque, atenção

Compreender o que comemos (e o que damos a comer) é importante; pois, seja o que for, pode ser imbuídos de uma consciência capaz de otimizar a realidade e de beneficiar-nos a todos de forma equilibrada e transparente.

Será cedo demais para que uma "massa crítica" implemente esta lógica?

Eu vejo a batata de braços abertos: querida, pura e mediática... Ai, a bio-lógica da batata!


;o)


* A cena da batata crua é no final do filme.




quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

DEPOIS DE SALTAR A TAMPINHA





Na minha cozinha.

Uma forma de ir guardando tampinhas de garrafas de plástico é numa garrafa ou num garrafão.
A LIPOR, por exemplo, recolhe-as, mas também podemos entregá-las em escolas, bombeiros voluntários ou outras instituições, que posteriormente as remetem para os locais certos.

Aqui encontramos a história das tampinhas que se converteram em cadeiras de rodas por este país fora.

As tampinhas podem ter outros usos, se assim o entendermos. Deixarmos a imaginação rolar ou procurarmos inspiração não está fora de questão...

Entretanto a ERSUC, sita em Coimbra, lançou uma nova Campanha de Solidariedade Social intitulada "Tampinha só com Garrafinha".


As tampas de cortiça (ou rolhas), embora em menor quantidade, vou guardando numa garrafa de água mais pequena e, quando está cheia, dirijo-me ao shopping mais perto, onde existe um contentor transparente no qual as deposito. O efeito visual das tampas é muito interessante e faz-me pensar nas inúmeras e variadas formas de tirar partido deste, aparentemente, descartável e insignificante vedante. Forrar a parede de uma divisão mais exposta ao frio e à invasão sonora é a que, neste momento, mais me alicia. Claro que, levando em conta o tempo que demoro a encher uma pequena garrafa de água, ao virar do próximo meio século, prevejo ter as suficientes para revestir uma parede. Entretanto, contribuições aceitam-se... ;o)



O projeto Green Cork e o programa Green Cork Escolas, em particular, está de parabéns pela forma como estimulou o uso criativo das rolhas de cortiça e converteu a sua recolha em financiamento para uma reflorestação com espécies autóctones.

Venham mais projetos afins! Temos vindo a protelar... Agoremos, pois!

Como verificámos, quando nos "salta a tampa", há várias formas de podermos contribuir para harmonizar a via (Dharma) dos novos recursos, que, em última análise, somos nós próprios.






sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

SOU UMA MUTANTE





O meu organismo passou por transformações, sim: benignas. No dizer dos senhores doutores, sempre estive saudável, ou melhor, esta cápsula humana, que é a parte orgânica de mim. Consta, contudo, que sou diferente; diferente das outras mulheres em muitos aspetos. Os meus seios, por exemplo, são paradoxais: pequenos, todavia de uma extrema densidade glandular e abundantes terminais sinápticos. Sou, portanto, uma mutante muito sensível, salutífera e, penso até, que salutar, para não ir mais longe.

Permanecem, contudo, as insónias; tendo a supor, que os meus horários naturais não sejam propriamente os comuns, de uma rotina comum ou, sequer, com afinidade por qualquer rotina que seja; pelo menos, nos próximos sete anos.

Agora poderia participar num filme dos “X-Men”, mas prefiro enveredar pelas produções artesanais de Y-Woman...





quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

DO TANTRA-YOGA






Existe uma ciência da sublimação da força sexual que se chama, na Índia e no Tibete, Tantra-yoga. Ela compreende toda a espécie de métodos e eu vou aqui falar-vos de um deles para vos dar uma ideia desta ciência. Durante anos, o yogi estuda o que é o amor, medita, jejua e faz exercícios de respiração. Quando já está bem preparado, escolhe-se-lhe uma mulher (...), também ela instruída nessas práticas, e eles começam a habitar no mesmo quarto durante quatro meses; ele põe-se inteiramente ao seu serviço, ao mesmo tempo que a diviniza, imaginando que ela é uma manifestação da Mãe Divina; mas não lhe toca. Seguidamente, começam a dormir no mesmo leito: durante quatro meses a mulher deita-se do lado direito do homem, depois quatro meses do seu lado esquerdo, e aí eles ainda não se tocam. Por fim, quando ambos adquiriram já o máximo controlo de si mesmos, começam a abraçar-se e mesmo a fundir-se, mas de um modo tão puro que essa relação pode durar horas sem que haja a menor emissão da parte do homem. 

É evidente que pouquíssima gente pode fazer ideia do que isso representa, pois, regra geral, as pessoas, mal sentem o desejo sexual despertar, apressam-se a satisfazê-lo imediatamente. (...) Foi deste modo que certos Iniciados obtiveram a imortalidade; sim, isto não são palavras vãs, eles tornaram-se de facto imortais.

Para se poder mergulhar sem perigo no amor físico e enfrentar os instintos, as paixões, a sensualidade, o oceano de prazeres, é preciso ser-se muito forte e puro. Aqueles que o conseguem emergem dessas profundezas com pérolas preciosas, como os pescadores que mergulham no oceano para buscar ostras perlíferas sem ficarem presos nas algas ou ser devorados pelos tubarões. (...)

Só depois de terdes ido muito alto, até à super-consciência, provar desse amor que é a quinta-essência do próprio Deu, podereis permitir-vos tudo sem perigos; nessas circunstâncias, nada poderá prejudicar-vos nem sujar-vos, não podereis cometer pecado, Mas, se não tiverdes chegado a esse ponto, ficai quietos! Há pouquíssimos seres na terra que podem permitir-se descer até às profundezas da sua natureza para transformar tudo, sublimar tudo, tornar tudo luminoso e belo. E é justamente a isso que se chama “juntar as duas pontas”, isto é, o alto e o baixo, o superior e o inferior. Mas, se tentardes a descida sem terdes atingido o mundo superior, o mundo inferior aniquilar-vos-á, porque não estais protegidos nem armados e não possuís qualquer aparelho capaz de transformar os materiais do inferno em pérolas, ouro ou pedras preciosas.

É este o mistério do mal e do Inferno. Só quando se atinge o cume é que se pode compreender o sentido do mal. Até lá, o mal é indecifrável, incompreensível, insolúvel. Não se pode resolver o problema do mal simplesmente pelo raciocínio, por meio de estudos ou de leituras; o problema do mal está bem acima do entendimento humano. Na realidade, o mal não existe. O mal apenas é mal para os fracos. Para aqueles que não estão preparados, que não sabem tirar proveito dele, o mal existe, sim, é uma realidade muito poderosa. (...)

No século passado, havia em Inglaterra um ocultista, Aleister Crowley, que, desejando fazer experiências semelhantes às dos Tibetanos, se embrenhou na magia negra e acabou por levar à loucura algumas mulheres com as quais fazia as suas experiências.


Omraam Mikhaël Aïvanhov


Para os adeptos de uma sexualidade sem consciência e auto-indulgente, votos de um bom despertar.


sábado, 15 de dezembro de 2012

RE.EVOLUÇÃO CASEIRA




Amigo,
Talvez seja tarde demais para estar a escrever-te... Estou com insónia, mas "se não escrevo, abafo", como dizia a Maria José (heterónimo de Fernando Pessoa) ao António Serralheiro, na sua derradeira carta, que nunca chegou a enviar.
Quero que saibas que não te acompanhei nas incursões aos votantes, não porque não dê crédito ao que fazes e ao que sentes quando o fazes (bem pelo contrário); mas, tão somente, porque não tenho a tua fé neste regime e eu própria tenciono não votar. Serão outros os votos...
É, concerteza, muito importante conversar entre todos; com pescadores e agricultores e vários profissionais de outras áreas, desempregados, aprender com os seus ofícios e com a sua individualidade. Talvez, um dia, eu até o venha a fazer, sem o maternalismo tonto que neste momento me assola e que, afinal, é de quem não quer sequer, ainda, ser mãe de si própria.
Não, não me descarto da responsabilidade cívica; apenas não acredito neste deus a que chamam “sistema democrático”, em união de facto com uma nossa senhora chamada “economia financeira”. Não acredito nos partidos, nem nas oposições, quando no cerne não habita a urgência do bem-comum.
Ambos conhecemos histórias de quem sofreu para que se implantasse a República e dos que suportaram a prisão, a tortura e o exílio para que a ditadura, a pobreza e a ignorância não assolassem mais o nosso país; porém, algo se perdeu nessa luta; que (e hoje é fácil escrevê-lo) não deveria ter sido "luta"...
Para não remontar às origens, nem passar pela empreitada dos Descobrimentos, vou apenas teleportar-me à última revolução; quando éramos os dois crianças, cidadãos a ser moldados para ter temor a Deus, temor ao Estado, temor ao pai e à mãe (sobretudo ao pai, embora cada caso seja um caso). Fomos, por outro lado, os intelectuais que não acreditavam em Deus, pois o dogma não se coadunava com uma teoria científica – filosófica, económica e política – socialmente pragmática e que implicava, necessariamente, uma “luta de classes”. Terão sido outras bruxas, outras perseguições, outras traições, outras fogueiras... Ainda escassa a luz, ainda demasiado o medo. Na essência, pouco parece mudar, apesar da terminologia e da filosofia que fundamenta o movimento.
Demasiado medo, todavia, acaba por encaminhar os seres, mais tarde ou mais cedo, à letargia ou à rebeldia; e, neste caso, à falta de respeito, que é sempre, em última análise, dirigida ao interior...
Saltámos ansiosa e atabalhoadamente da canga salazarista para o neo-liberalismo, relegando “Deus, Pátria e Família” para o "parolo"
: “Free love”, com o Amor Incondicional em estado embrionário, ou nem tanto... 
Não chegámos, contudo, a precisar, sequer, de 40 anos para darmos por nós a viver, não em função do amor livre (e muito menos incondicional), mas ao serviço dos créditos e das ganas de comprar – uns marcas, outros pechinchas, outros ainda marcas por pechinchas.
“Ter” e “saber”
: eis as palavras de ordem – “ter” cargos, “ter” casa na aldeia, “ter” dois, três carros (iate, uma esmagadora minoria) e a “banda-larga”, claro; estar informado ou desinformado ou (quem sabe?) desenformado-formatado-pornografado ou o que apetitasse.
O carreirismo e "as formigas no carreiro" continuaram os mesmos; as formigas (melhor) calçadas, com menos (c)oração, mais calçado e mais armários para o guardar. Foram as lapidares liberdades conquistadas: a compra a crédito e o acesso à “informação”.
Hoje tenho um Apple, por comodidade, "me confesso", e vários blogues. Tenho também os chineses (ou alguém a trabalhar para eles) a visitar o que vou postando. Tenho também israelitas e norte-americanos. Também tenho visitas da Alemanha, as quais não consegui apurar, ainda, se são do foro institucional ou pessoal. Não percebi ainda que interesse possa causar o meu blogue para ter essas visitas assíduas...
De qualquer modo, não me restam dúvidas de que estou a auto-descobrir-me sob o jugo de um novo império e que travo, neste momento, também uma contra-espionagem interna. E há sangramento, como em todos os 007s...
Outrora, as guerras que moldaram as fronteiras e deram nome às nações, derramaram também sangue apenas para que essas conquistas territoriais fossem consignadas nas constituições e nos mapas e houvesse governantes e subalternos.
E assim hoje temos Portugal de um lado e Espanha do outro, que não se formaram a Ibéria, com UM só coração; a não ser, claro está, que a China ou a Alemanha ou outra potência qualquer nos venha a comprar por inteiro e depois nos divida em províncias, para nos tornar mais governáveis; a nós – os provincianos controlados por um chip implantado; como, de resto, já se vai fazendo aos cãezinhos. Worf, worf!... Bom, estarei delirante pelo avançado da hora... Na verdade, não são estas as questões que me tiram o sono. Nada disto me preocupa, verdadeiramente; nem se vou morrer hoje ou daqui a... Quando for, se for; porque há muitas formas de se estar morto e vivo.
Preocupa-me, sim, não fazer o que "vim" fazer. Esquecer-me, no meio dos créditos e do cumprimento de horários, entre noites de insónia, daquilo que está no meu corpo fazer, de facto, sem que isso implique prejudicar alguém. Não pretendo, para o efeito, fazer mal a uma mosca. Apenas fazer o que o meu Ser permite no seu potencial máximo.
Isto, Amigo, porque acredito, na deusa poeta, animal emocional e espiritual que sou. Creio na descoberta do novo gesto, no resgate da minha inocência, no reencontro com a minha natureza na Natureza.
É minha aspiração ver este lugar a que chamamos Portugal, que probabilisticamente assim se formou por guerras, conspirações e tratados, jorrar de Arte e emanar Espírito por todos os poros.
É este o meu sonho
: o meu país a detonar de criatividade, sem precisar de ir a Berlim, a Paris ou a Nova York procurar referências ou inspirações; sem ter de citar Nietzsche, Morin, Steiner; sem precisar de seguir Mandela, Gandhi, Beuys, ... – com todo o respeito e reconhecimento pelo seu dom inspiracional e desejando as boas vindas a todos os seres iluminados.
É o holograma que projeto
: criarmos e curarmos a partir do Centro.
Amigo, as leituras que fazemos são um percentil mínimo da Inspiração. Quando criamos e não meramente recriámos (ainda que refinando) estamos a beber da Fonte e é esse néctar puro que mata, realmente, a sede e que, sem grande esforço, exalamos para o Mundo.
Só Um Povo - que é um ser orgânico como cada um de nós - em Oração Contínua, em contacto com o Centro, sem medo da verdade de si mesmo, sem descartar o passado, sem se omitir do futuro; mas, sobretudo, Agorando – gerúndio no novo verbo Agorar – é um Povo livre constituído por indivíduos-deuses livres.
Não um Povo circunscrito aos mosteiros (como outrora o Tibete), mas um Povo que é, ele próprio, o Altar até na "rua escura".
O verbo Agorar significa viver esse Corpo-altar Agora, compreendendo o Corpo Maior.
Sermos uma antena emissora de Agora para o Mundo inteiro.  
E, repara, o que te descrevo nada tem de utópico 
: se a menina Beatriz faz vestidos, já não preciso de ir ao shopping comprá-los e quem sabe ela me ensina a fazer alguns por amor ao que faz. E o Carlos, que está a aprender a fazer sapatos "até às quinhentas", porque quer ver os pézinhos da filha Maria calçados por ele, pode ensinar a Teresa que também revela "jeito para a coisa". E se o Sr. Abílio cultivar couves, batatas e favas e a Sra. Bina cultivar feijões, centeio e cenouras, podem fazer troca direta e ninguém conhecerá a palavra fome ou frio.
Refiro-me, é claro, a pessoas que já passaram a fase de acumular relógios na caixa e carros na garagem. Depois há o Mestre Salgueiro, e outros com o seu dom, que conhecem o “nosso mato” e afirmam que 90% é fonte de alimento e de cura, nas doses certas, como em tudo! E as pessoas vão-se conhecendo e trocando ovos por aulas de isto e daquilo, ou livros por bolos, ou cromos por filmes, ou pinturas por colchas em patchwork. E os euros que continuem... A mim não me incomodam.
Estas pessoas, que sabem ou querem aprender a falar inglês e outras línguas, também podem cultivar a terra ou montar um gerador elétrico. Entretanto, em noites animadas, conversam na Ágora, participam no orfeão ou assistem a cinema de autor; vão ao teatro ver várias versões da Antígona ou novas e geniais peças; cantam, tocam ou moldam e esculpem, desenham, pintam ou fotografam... Ou tudo isto, se lhes apetecer, porque já terão tempo. 
Pessoas que se reúnem para tertúlia e estão em rede afetiva, intelectual e espiritual, formando uma Ágora ativa. Uma Ágora que não está apenas na urbe e que pode surgir na nossa própria rua. Ou num shopping que acabou por ser fechado, mas que, entretanto, ganhou nova vida... 
A Ágora, Agorando, somos Nós em diáspora, como a minha prima Raquel pelo mundo, ou Aqui mesmo, de mãos dadas.
Pessoas que consideram impensável lixo deitado para o solo e que tratam as suas ruas como “chão sagrado”. Movimentos simples e gestos colossais.
É urgente construir menos, comprar menos, recuperar mais, reutilizar mais, reconstruir mais, reciclar mais. Escutar mais, conversar mais profundamente – por que não experimentar sem palavras? – dançar mais, fazer mais desporto em mais parques naturais. Ir mais à Aldeia e tornar a Aldeia um local mais aprazível, mais vivo, mais cultural, mais biológico, mais natural. Já reparaste no +? É a expansão do Universo que me inspira. É assim o momento e eu apenas me deixo levar...
Assim brotam em mim Palavras-semente e um Mundo-árvore com vários e saudáveis frutos. Aqui, sim, as vaidades dos Descobrimentos, os sacrifícios do 25 de Abril e as precipitações da pós-revolução, terão feito sentido, pois terão servido de... Fase preliminar.
Não se trata nem de revolução, nem de um pacifismo que se limita a alcançar algumas reivindicações dentro dos moldes capitalistas. Trata-se, sim, de criar moldes inteiramente novos com materiais nobres. Sem imitações.
Não, não te acompanharei nas incursões aos votantes. Nem irei gritar para a rua em dias marcados, ou dizer poemas que não vivo. O meu serviço é outro...
Até ao momento, Amigo, tenho vendido o meu cérebro, as minhas mãos e a minha voz ao Estado; tenho sido pouco mais do que uma puta. Cheguei a viver na ilusão de que ensinava inglês e que promovia a aquisição de competências por parte de adolescentes portadores de deficiência, quando não passo de uma iletrada do Espírito, dependente do ordenado, que ainda não passa da Palavra-semente. E a deficiente terei sido eu, pois tenho uma anomalia no coração do cérebro que pouco tem passado do Beta e do Alpha; assim como ir à cidade tem sido, para mim, uma descida aos infernos, embora por vezes o faça por ti...
Mas seria, de todo descabido, vires até à minha Aldeia? A Aldeia é boa anfitriã. Embora, um destes dias, esta Aldeia seja em qualquer parte...
Confesso-me uma aldeã que sonha seres libertos dos seus fantasmas, soltos dos seus condicionamentos kaos-politas; pessoas que, conjuntamente, foram aprendendo a reencontrar a sua inocência e a ser felizes com as coisas simples, como aquele momento-inteiro da infância. E é possível a partir do interior calibrar os nossos pensamentos e as nossas ações nesse sentido. É possível deixarmos de ser putas e começarmos a fazer o quer que seja por amor, porque o bordel agora é santuário e chama-se C.Oração.
Sonho artistas nas suas casas, nas ruas, nas árvores, nos parques, no parlamento, a desabrochar como lírios frágeis, mas convictos; lírios com asas, em bando ou a solo, sem agrégoras, sem solidão... Artistas navegantes, não ao serviço do lucro e da glória; que já não sonham veludos e especiarias, banquetes pomposos e ocos exotismos. Essa parte da História não convém esquecer para que saibamos que estamos longe de ter concretizado a empreitada.
Há um elemento essencial da fórmula-ainda-sem-fórmula que tem estado em falta nesta Experiência Humana pelo tempo
: Inteligência Amorosa, capaz de produzir ação genuinamente criadora e curadora.
Uma energia menos quântica; mais Divina, mais Presença-Espírito
:: a estas palavras é necessário dar força, usando-as, verbalizando-as, externalizando-as, sendo-as.
Ao invés de fazermos escravos e reduzir a humanidade à bestialidade do explorador, desta vez libertaremos do sofrimento e da dependência: or.Ação.
Sinto que estou deveras atrasada
::: este futuro "libertaremos" deveria ser presente do indicativo!
É urgente a experiência da Religação; esvaziar o Cálice - que somos - de líquidos absoletos, recuperando características com qualidade (porque, como sabes, em Portugal somos praticantes da reciclagem e da reutilização, como raramente tenho visto lá por fora). Sim, há um certo aroma a vintage...

Amigo, a re.Evolução é Agora e começa na minha Casa.


Abraço-Te e sentes

suzamna guimaraens :::: ::  :

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Falar de Amor é kitsch?


"Kitsch, kitsch"... *suspiro*

Teremos de "rebentar pelas costuras"?
http://www.cdef.com.br/writer/as-cidades-fantasma-da-china

Neste plateau, onde coexistem desequilibradamente a abundância e a escassez, desce dos éteres um chamamento profundo para relembrar, sob um outro olhar, a nossa História individual e coletiva e, concomitantemente, procurar alternativas que nos calibrem harmoniosamente com a atual pulsão da matriz galáctica
: a Expansão do Universo.

O contexto requer a
urgente adoção de comportamentos criativos que preencham o vazio de certos apartamentos (como os de Daya Bay, na China ou noutros países) e dando uso a certos objetos estagnados e acumulados, re-estruturando, desta forma, um equilíbrio em espiral, em conivência com a Harmonia Invisível.

Concretizando 

: criarmos uma realidade onde deixa de haver, por um lado, apartamentos vazios em cidades-fantasma e, por outro (no extremo do absurdo) seres-humanos a viver em condições sub-humanas. 
Construir e criar, SIM, para fruir. 
Construir e criar NÃO para ficar numa garagem, num armário, numa caixa; algures, paralisado, não importa.

Requer um movimento de okupação; porém, não de usurpação. Tão somente porque, neste processo há a dádiva de quem tem esse espaço em excesso e o perdão da dívida para quem (não) tem quase-nada. E, da parte de quem aceita, há gratidão e respeito. Na verdade, todos dão e todos recebem.

Uma realidade onde, por exemplo, o litoral sobre-povoado se desloca, paulatinamente, para o interior (praticamente desertificado) resgatando, assim, o "bom dia", o "boa tarde" e o "boa noite", reconectando-nos à terra-elemento, sem termos de negligenciar a tecnologia e os demais elementos. 
Esta religação pode ocorrer num quintal abandonado de uma cidade (com um pulsar diferente da aldeia, é certo); a okupação criativa pode aconteSER onde a alma de cada um preencher o vazio de cada um...

Cidades, vilas e aldeias ascensas em refluxo harmónico. Aqui não não há fome, não há sede, não há frio, não há depressão; tão somente porque os gestos são movidos pelo Espírito e não pelo dinheiro ou pela troca imediata sem necessidade imediata.

Um apelo exigente a incorporar o "não" e o "sim":
os elementais e a ciência; o poder da mente e o poder da espiritualidade.

Um desafio para dançarmos no espaço e no tempo; um gesto nunca visto, uma coreografia emanada do Coração para todas as células do corpo e além corpo.
Todos se servem mutuamente, atentos às necessidades do outro, que, afinal, não é outro. Todos vivem tão interligados e tão livres de si mesmos, que se servem apenas a si próprios.

Um "talvez" indeciso é insuficiente nesta dança reverencial. Trata-se, antes, de um abraço incondicional. 
Exigente, sim... Compassado, todavia, alegre.

É um convite que começa Agora, com a integração da nossa própria totalidade.

Neste processo, é relevante (re)lembrar que os conceitos de indivíduo, povo e nação, ou do "eu, tu, elanós, vós, eles" são, simultaneamente, probabilísticos e intencionais; construtos mentais e realidades tangíveis. 

Seremos, de facto, o que nos ensinaram que somos? As fronteiras que formataram os nossos corpos e comportamentos desde a nascença serão tão condicionantes como as cremos? Poderemos transpô-las como uma imprevisível partícula sub-atómica? 
Existiremos apenas nesta dimensão? Se não, como incorporarmos, então, essa multidimensionalidade ou interdimensionalidade? Poderemos tornar-nos conscientes nesses processos? 
Qual o potencial do espírito no universo das leis da física? Existe o espírito na versão que nos transmitiram ou haverá a possibilidade de uma maior acuidade para descrever o (in)visível-manifesto e (ainda) inexplicável e incomprovável para a generalidade da comunidade científica?

Nesta aparente incerteza, tudo parece, "seguramente", ter conspirado para que convergíssemos no ser vivo que agora percecionamos. E tudo poderia ter sido minado antes, até, da existência dos nossos progenitores. As possibilidades são inúmeras. Este sermos-vivos e termo-nos cruzado é, portanto, o privilégio.

E se, pela sucessão de eventos, foi até aqui que chegámos; ou seja, a esta configuração físico-emocional-mental-psíquica-..., inserida numa determinada conjuntura geográfica-social-tecnológica interdependente é, justamente, a partir deste espaço e momento que emerge perante nós o omnipotencial de construirmos juntos as nossas opções percetivas e existenciais.

Este omnipotencial acarreta, necessariamente, coragem e criatividade; não a mera repetição ou cópia de padrões absoletos. 
Implica a diluição total do medo e da preguiça na auto e na mútua confiança e na or.ação conjunta
Omnihumanos  eis a proposta.


Edificarmos (latus sensus) matéria-lume, habitada pela Consciência
; erguer edifícios, objetos, armários, corpos vivos 
com a essência-in-spiritu-et-veritate-dentro é a nossa natureza primordial, o nosso software de raiz, em missão de Amor.
Requer, apenas, um click na memória. Depois é... Difícil, verdade!
Mas, Kitsch é não clicar; kitsch é ficar no mesmo estilo vazio – vazio que talvez seja no sentido do de Hesíodo, do inferno Kaos para o Kosmos; tanto menos no Vazio de Buda ou no Vazio quântico.

Kitsch, paradoxalmentepode ser, também, quando as "costuras rebentam"
: Kiiitssssch...!