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quinta-feira, 27 de setembro de 2012




sonho

: estamos em rede

um dia, sem dia, estaremos sem fibra ótica


; alguns somos já telepatia, hologramas mentais, sintropia


orarmos em círculo-rede interdimensional, aproxima-nos, fortalece-nos, expande-nos

do centro
pelo centro




zuzamna | agora



domingo, 23 de setembro de 2012

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Falar de Amor é kitsch?


"Kitsch, kitsch"... *suspiro*

Teremos de "rebentar pelas costuras"?
http://www.cdef.com.br/writer/as-cidades-fantasma-da-china

Neste plateau, onde coexistem desequilibradamente a abundância e a escassez, desce dos éteres um chamamento profundo para relembrar, sob um outro olhar, a nossa História individual e coletiva e, concomitantemente, procurar alternativas que nos calibrem harmoniosamente com a atual pulsão da matriz galáctica
: a Expansão do Universo.

O contexto requer a
urgente adoção de comportamentos criativos que preencham o vazio de certos apartamentos (como os de Daya Bay, na China ou noutros países) e dando uso a certos objetos estagnados e acumulados, re-estruturando, desta forma, um equilíbrio em espiral, em conivência com a Harmonia Invisível.

Concretizando 

: criarmos uma realidade onde deixa de haver, por um lado, apartamentos vazios em cidades-fantasma e, por outro (no extremo do absurdo) seres-humanos a viver em condições sub-humanas. 
Construir e criar, SIM, para fruir. 
Construir e criar NÃO para ficar numa garagem, num armário, numa caixa; algures, paralisado, não importa.

Requer um movimento de okupação; porém, não de usurpação. Tão somente porque, neste processo há a dádiva de quem tem esse espaço em excesso e o perdão da dívida para quem (não) tem quase-nada. E, da parte de quem aceita, há gratidão e respeito. Na verdade, todos dão e todos recebem.

Uma realidade onde, por exemplo, o litoral sobre-povoado se desloca, paulatinamente, para o interior (praticamente desertificado) resgatando, assim, o "bom dia", o "boa tarde" e o "boa noite", reconectando-nos à terra-elemento, sem termos de negligenciar a tecnologia e os demais elementos. 
Esta religação pode ocorrer num quintal abandonado de uma cidade (com um pulsar diferente da aldeia, é certo); a okupação criativa pode aconteSER onde a alma de cada um preencher o vazio de cada um...

Cidades, vilas e aldeias ascensas em refluxo harmónico. Aqui não não há fome, não há sede, não há frio, não há depressão; tão somente porque os gestos são movidos pelo Espírito e não pelo dinheiro ou pela troca imediata sem necessidade imediata.

Um apelo exigente a incorporar o "não" e o "sim":
os elementais e a ciência; o poder da mente e o poder da espiritualidade.

Um desafio para dançarmos no espaço e no tempo; um gesto nunca visto, uma coreografia emanada do Coração para todas as células do corpo e além corpo.
Todos se servem mutuamente, atentos às necessidades do outro, que, afinal, não é outro. Todos vivem tão interligados e tão livres de si mesmos, que se servem apenas a si próprios.

Um "talvez" indeciso é insuficiente nesta dança reverencial. Trata-se, antes, de um abraço incondicional. 
Exigente, sim... Compassado, todavia, alegre.

É um convite que começa Agora, com a integração da nossa própria totalidade.

Neste processo, é relevante (re)lembrar que os conceitos de indivíduo, povo e nação, ou do "eu, tu, elanós, vós, eles" são, simultaneamente, probabilísticos e intencionais; construtos mentais e realidades tangíveis. 

Seremos, de facto, o que nos ensinaram que somos? As fronteiras que formataram os nossos corpos e comportamentos desde a nascença serão tão condicionantes como as cremos? Poderemos transpô-las como uma imprevisível partícula sub-atómica? 
Existiremos apenas nesta dimensão? Se não, como incorporarmos, então, essa multidimensionalidade ou interdimensionalidade? Poderemos tornar-nos conscientes nesses processos? 
Qual o potencial do espírito no universo das leis da física? Existe o espírito na versão que nos transmitiram ou haverá a possibilidade de uma maior acuidade para descrever o (in)visível-manifesto e (ainda) inexplicável e incomprovável para a generalidade da comunidade científica?

Nesta aparente incerteza, tudo parece, "seguramente", ter conspirado para que convergíssemos no ser vivo que agora percecionamos. E tudo poderia ter sido minado antes, até, da existência dos nossos progenitores. As possibilidades são inúmeras. Este sermos-vivos e termo-nos cruzado é, portanto, o privilégio.

E se, pela sucessão de eventos, foi até aqui que chegámos; ou seja, a esta configuração físico-emocional-mental-psíquica-..., inserida numa determinada conjuntura geográfica-social-tecnológica interdependente é, justamente, a partir deste espaço e momento que emerge perante nós o omnipotencial de construirmos juntos as nossas opções percetivas e existenciais.

Este omnipotencial acarreta, necessariamente, coragem e criatividade; não a mera repetição ou cópia de padrões absoletos. 
Implica a diluição total do medo e da preguiça na auto e na mútua confiança e na or.ação conjunta
Omnihumanos  eis a proposta.


Edificarmos (latus sensus) matéria-lume, habitada pela Consciência
; erguer edifícios, objetos, armários, corpos vivos 
com a essência-in-spiritu-et-veritate-dentro é a nossa natureza primordial, o nosso software de raiz, em missão de Amor.
Requer, apenas, um click na memória. Depois é... Difícil, verdade!
Mas, Kitsch é não clicar; kitsch é ficar no mesmo estilo vazio – vazio que talvez seja no sentido do de Hesíodo, do inferno Kaos para o Kosmos; tanto menos no Vazio de Buda ou no Vazio quântico.

Kitsch, paradoxalmentepode ser, também, quando as "costuras rebentam"
: Kiiitssssch...!





terça-feira, 18 de setembro de 2012

UM HORIZONTE DE RESGATE




"Democracia é o governo do povo, pelo povo e para o povo." 

Abraham Lincoln




Por que razão, então, soam os políticos e os analistas como se conversassem
entre eles (ou para uma remanescente minoria) ao invés de comunicarem 
pedagógica e abertamente para que TODOS de forma a TODOS compreendermos
o atual paradigma
e, assim, nos envolvermos consciente e ativamente 
na melhoria da nossa qualidade de Vida? 

Há questões que urgem ser esclarecidas
: a crescente acumulação tributária,
os jobs for the boys que persistem,
as reformas absurdamente elevadas e as não-reformas, 
a austeridade para uma maioria progressivamente carente, 
a quase-isenção para uma minoria opulenta; mas, de facto, intocável,
a inaceitável desconvocação das off-shores neste evento dramático.

A informação deve ser desarmadilhada; as fontes sempre citadas.

Se é momento de aulas de gestão, seja. 

Se é momento de or.Ação, não nos coibamos!

Luz necessita ser derramada sobre estas questões...

A palavra "economia" precisa de ser desmistificada, humanizada, espiritualizada.

Dinheiro, Corpo e Alma por que não estão, ainda, integrados?


Pretendo renovar a minha Vida
em transparência
indagar-me
até à entranhas da minha História individual e coletiva como cheguei até aqui
como adoeci
; um processo em profundidade 
para analisar e sintetizar esta lição que sinto comum e interior.


Quem sabe, na gritante conjuntura, venha a perceber que 
não preciso de meias verdades, robins dos bosques
nem de competitividade ou de níveis de produtividade idênticos aos da China.


Talvez, tão somente, a revalorização de mim própria 
como ser total
: ser emocional, tecnológico, artístico
em solidariedade e dignidade co-criativa
; nada, enfim, que esteja contemplado nas "leis do mercado".




















Fotografias tiradas com a antiga e peso-leve Olympus, no dia do IPO.




É necessário um pôr-do-sol para ceder o Céu a um novo dia...




sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Caminhos de (quase) Quarto-Minguante


A fotografia do cartaz que referi no post anterior é sobre o "Cisne Mudo".
Cignus olor Gmelim, que habita o Parque da Cidade do Porto, 
também designado por "Cisne Branco"
(ou "patinho feio" para os que lhe conhecem as dores de infância)
é vegan e monógamo. 

Há a crença (infundada) de que este anseriforme não produz qualquer som e, 
no entanto, ao morrer, despede-se com um cântico avassalador.
Com efeito, e depois de uma consulta rápida a http://pt.wikipedia.org/wiki/Canção_do_cisne,
ficamos a saber que tal não passa de um mito:

Canção do cisne ou "Canto do cisne" é uma referência a uma antiga crença de que o cisne-branco (Cygnus olor) é completamente mudo durante toda a sua vida, mas pode cantar uma bela e triste canção imediatamente antes de morrer. Entretanto, é sabido desde tempos remotos que esta crença é falsa; cisnes-brancos (também chamados de "cisnes-mudos") não são mudos durante a vida, produzindo grunhidos e assobios; e não cantam ao morrerem. Em particular, Plínio, o Velho refutou a crença no ano 77 em sua Naturalis Historia (livro 10, capítulo xxxii: olorum morte narratur flebilis cantus, falso, ut arbitror, aliquot experimentis, "observações mostram que a história do canto dos cisnes ao morrerem é falsa").Não obstante, a lenda permaneceu através dos séculos e aparece em vários trabalhos artísticos.Por extensão, canção do cisne ou "canto do cisne" tornou-se uma metáfora, referindo-se a uma aparição final teatral e dramática, ou qualquer trabalho final ou conclusão. Por exemplo, a coleção de canções de Franz Schubert, publicada no ano de sua morte, 1828, é conhecida como a Schwanengesang (que em alemão significa "canção do cisne"). Isto traz a conotação de que o compositor estava prevendo sua morte iminente e usando suas últimas forças em um magnífico trabalho final.

Este post não é, portanto, uma alusão nostálgica ou futurologista
ao meu estado de saúde 
em eventual antevisão do meu "canto do cisne", 
sobretudo porque tenciono passar uma longa vida a "cantar".


Parte de cartaz no Parque da Cidade do Porto.

Este é a verdadeira "Canção do Cisne" (Schwanengesang) de Franz Schubert.




As fotografias que se seguem são apenas instantes de ontem,
por ordem cronológica, 
clicks à guisa de Twitter ou Facebook,
sendo que no susALMÁRia é mais recatado e hiperreal, 
como em alguns sonhos...

































Grata pela presença.


Abraç*



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Extemporânea descoberta


Pela encosta abaixo, sem expectativas, era já um templo a céu aberto.


A religião já não é importante. Apenas uma forma de ser, mais coração, desdobrada no espaço.

"Sim..."

O primeiro desafio das águas. Sim, haveria de voltar...

Uma escultura com várias leituras, que alguém ali acarinhou e libertou.
Um tronco de raiz sentada.

Uma das entradas.


O dói-dói que quase me trespassou a mão tornou a minha textura mais parecida com a da árvore... :o)



Há locais que vêm ter connosco. Que aparecem para nos calibrarem; e nós, quando os sonhamos e os estimamos, para nutri-los e protegê-los. Trata-se de uma espécie de feedback orgânico e invisível. Não é fácil de explicar; é, contudo, fácil de sentir. Fica-se ligado. Fica-se mais amplo em todas as direções. Pensa-se, sem pensar, a partir do centro do corpo, irradiando; as mãos em formigueiro. O centro sereno, em uníssono com o cérebro.
À noite, já no quarto, quando o silêncio consegue ser mais profundo, pode evocar-se o som das águas na pedra, do vento no verde que sonha azul, dos nossos passos deixando rasto pelas folhas e ramos quebradiços, os aromas húmidos e secos, e aquele calor no peito que não queima; que, apenas, arde lento. Um calor que brilha (embora nem todos o vejam), um calor sempre evocável, até numa fila de trânsito à hora de ponta ou a meio de um terramoto. Por vezes, apetece entoar cânticos ou apenas vocalizações que nunca tiveram pauta... Pode soar (que soa) estranho, porém é uma realidade necessária e inevitável, sobretudo porque não se está preocupado com o que pensam de nós, mas, antes, em sermos nós.
Depois, quer-se voltar e volta-se. Um regresso ao templo aberto ao firmamento. Um regresso a nós mesmos.

Se pudesse, transformaria as fotografias - não em holograma - mas em realidade, para que entrássemos de mãos dadas por um instante sem tempo.
No fim - que seria um princípio - conduzir-te-ia novamente ao teu trilho, maior do que eras e eu também; porque juntos, quando se acredita e se respeita, é sempre mais forte...





#2 DIÁSPORA LEUQAR



À minha prima Raquel (1971-2011)







Click (2005) e edição de imagem (2012) de Suzamna Guimaraens. Kent.

Apenas porque já não há tempo entre nós; apenas espaço. E não será por muito tempo...  ;o)

Nas escola dos Anjos relembras o teu corpo maior. Perdoas-nos, perdoas-te.
Expandes-te em Luz e em outras substâncias para as quais não temos, ainda, palavras.

Espero pelas tuas lições de Vida, mesmo a dormir, minha, nossa sempre Querida LEUQAR...

Até Agora!




quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Quando as origens vêm ter connosco

Folheava este livro, buscando informação acerca de dois monumentos em Portugal, mas confesso que jamais me ocorreria encontrar uma referência à terra natal da minha mãe - a recôndita aldeia de Frende, no concelho de Baião.

PEREIRA, Paulo (2004). Enigmas, Lugares Mágicos de Portugal, Arquitecturas Sagradas. Rio de Mouro: Círculo de Leitores. p. 57
Segundo Alarcão (1973) e Vasconcelos (1897-1913), Frende acolheria um templo, do qual restam três lápides em granito com relevos, duas delas na Capela de S. João e uma terceira na vizinha Quinta de Mosteiró.

Encontramos informação extra sobre este santuário e período  aqui.

PEREIRA, Paulo (2004). Enigmas, Lugares Mágicos de Portugal, Arquitecturas Sagradas. Rio de Mouro: Círculo de Leitores. p. 57

Do conjunto das lápides, chamou-me, particularmente, a atenção este friso, que retrata quatro figuras humanas de mãos dadas (três mulheres de vestes talares e um homem de túnica), no que poderia ser um cerimonial iniciático, eventualmente uma dança de pendor xamânico ou uma procissão, resistindo num período já de predomínio religioso romano (ou romanizado), atendendo à temática das outras lápides.

Terá algum dos meus antepassados vivenciado este período de transição do paganismo para o cristianismo ou, até, participado nestes eventos sagrados?