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terça-feira, 6 de novembro de 2012

A WOMAN SMILING




Numa recente incursão à praia, mesmo à entrada do areal (ainda no passadiço) dei de caras com esta instalação naïf.
Para quê este texto assim posicionado, que quase passa despercebido?
Esta "mulher" parece dar-nos as boas-vindas, relembrando a importância de um simples sorriso. Mas será apenas isso?
Curiosamente, à sua volta não se notam pegadas; talvez tenham sido removidas pela chuva...


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

#1 LIMPEZA












A Lua estava de feição, embora do outro lado da Terra; ainda assim, emanando. 
A praia tranquila, sem nortada, sem gente. Só algumas gaivotas...
Aproveitei a maré para deixar os cristais imersos numa tigela natural de granito.
Sol, Lua, Água, Pedra e a Chama que não queima.













terça-feira, 30 de outubro de 2012

LUA CHEIA


A Lua Cheia parece ter um efeito curioso sobre a minha mente: desloca-me as preocupações; isto é, aquilo que preocuparia alguém detentor de um senso-comum comum (perdoe o pleonasmo), não me preocupa e dei por mim a analisar apreensivamente o meu querido narizito...
Enfim, tenho muitos textos para passar a limpo, mas tive de aspirar a casa e passar o chão a esfregona. Acabei de lavar os dentes, porque comi um iogurte de soja com cereais crocantes e chocolate. Os cães ladram lá fora e vão passando alguns carros. Não é possível fazer gravações de poemas durante o dia. Duas pessoas passam no corredor aqui do 3º andar e conversam. Os carros continuam a passar. É urgente uma casa dentro de uma bolha de silêncio.

Ontem à noite, depois de chegar da Aldeia I, já na cama, comecei a folhear um dos meus livros de apontamentos e encontrei lá esta frase:

É muito importante trabalhar com alegria e amor. 
Nunca digam a ninguém que essa pessoa está errada. 
Mostrem o vosso trabalho primeiro. 
Devem ser diplomatas. 
Devem ser capazes de fazer rir os mortos.

Guillermo Arevalo


Bom, vou convocar os mestres da inspiração, da disciplina e do estudo para que os meus textos (ainda em rascunho) se concretizem de forma bondosa, harmoniosa e talentosa...

Até agora! ;o)



sábado, 13 de outubro de 2012

O EMARANHADO DE FITEIRA




made in Portugal by Joana Moreira Guimarães




A Joana é uma portuguesa de 7 anos.
A fiteira,
é uma planta endémica da Nova Zelândia.

Eu sou uma portuguesa de 39
e gosto muito de kiwis no ponto.

Também há fiteiras em Portugal.

Os textos de fiteira seca
da Joana
são espontâneos e 100% ecológicos.

Quando os cria,
ela pensa e age com o coração

; logo,
não plagia,
não vai a concurso,
não faz para ser paga,
não faz para ter



. Faz
"p o r q u e  S i m".

Ainda assim,
aqui estou eu
a espelhar-lhe o quanto os aprecio,
para que ela cresça
mais transparente
e eu com ela.

A Joana produz os emaranhados
na natureza,
não em casa
; facto que translada,
não só, 
mas também,
para a metáfora eco-social.


 ] Ela inspira as flores vivas
e ressuscita as plantas mortas [


O seu ser é as suas mãos e a fiteira

; não há qualquer (diz)tinção intrínseca

j o a n a p l a n t a e m a r a n h a r e m a r a n h a d o 


Se medissemos as ondas que o seu cérebro emite,
chegaríamos à conclusão que ela está em meditação transcendental.

A Joana é uma poeta.

E eu também,
até um certo ponto,
porque já faço emaranhados há alguns anos.

A questão é que,
agora, 
ao fazê-los,
e ao contrário da Joana,
penso demais 
- com a cabeça -
que é para comprar kiwis.







suzamna guimaraens

abril 2012

terça-feira, 2 de outubro de 2012

SOLIDARIEDADE COM IVA INCLUÍDO




Hoje, ao aproximar-me de um parquímetro, junto ao centro de fisioterapia
onde a minha tia Olinda tem ido diariamente, escutei uma voz feminina a gritar na minha direção
: "Não tire, menina! Não tire!... Fique com este; ainda dá aí para uns vinte minutos... Mas veja lá!..."
Era a fêmea de um casal que, do lugar do co-piloto, me oferecia o seu tiquê de estacionamento. 
: "Tanc iu, tanc iu!" - Declarei eu em português.

Depois, lá se foram embora no assabonetado* carro vermelho e eu, com efeito, não tirei.

* em forma de sabonete.







terça-feira, 18 de setembro de 2012

UM HORIZONTE DE RESGATE




"Democracia é o governo do povo, pelo povo e para o povo." 

Abraham Lincoln




Por que razão, então, soam os políticos e os analistas como se conversassem
entre eles (ou para uma remanescente minoria) ao invés de comunicarem 
pedagógica e abertamente para que TODOS de forma a TODOS compreendermos
o atual paradigma
e, assim, nos envolvermos consciente e ativamente 
na melhoria da nossa qualidade de Vida? 

Há questões que urgem ser esclarecidas
: a crescente acumulação tributária,
os jobs for the boys que persistem,
as reformas absurdamente elevadas e as não-reformas, 
a austeridade para uma maioria progressivamente carente, 
a quase-isenção para uma minoria opulenta; mas, de facto, intocável,
a inaceitável desconvocação das off-shores neste evento dramático.

A informação deve ser desarmadilhada; as fontes sempre citadas.

Se é momento de aulas de gestão, seja. 

Se é momento de or.Ação, não nos coibamos!

Luz necessita ser derramada sobre estas questões...

A palavra "economia" precisa de ser desmistificada, humanizada, espiritualizada.

Dinheiro, Corpo e Alma por que não estão, ainda, integrados?


Pretendo renovar a minha Vida
em transparência
indagar-me
até à entranhas da minha História individual e coletiva como cheguei até aqui
como adoeci
; um processo em profundidade 
para analisar e sintetizar esta lição que sinto comum e interior.


Quem sabe, na gritante conjuntura, venha a perceber que 
não preciso de meias verdades, robins dos bosques
nem de competitividade ou de níveis de produtividade idênticos aos da China.


Talvez, tão somente, a revalorização de mim própria 
como ser total
: ser emocional, tecnológico, artístico
em solidariedade e dignidade co-criativa
; nada, enfim, que esteja contemplado nas "leis do mercado".




















Fotografias tiradas com a antiga e peso-leve Olympus, no dia do IPO.




É necessário um pôr-do-sol para ceder o Céu a um novo dia...