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sábado, 20 de setembro de 2014

CÍRCULO POÉTICO ABERTO




Partilho momentos do último Círculo Poético Aberto
decorrido este mês em Vigo, organizado pelas irmãs Cruz e Rosa Martinez,
no qual tive o prazer de participar, desafiada pelo meu amigo
Virgílio Liquito, e acompanhada por Jorge Além-Mar, José Carlos Costa,
entre outros emergentes poetas, dizedores e performadores Galegos.
Neste dia morreu suzamna guimaraens:












muy grata!



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

A SALVAÇÃO PELA METÁFORA


no primeiro dia de 2014, o ano do cavalo de madeira





Oh, magnífico corcel sem paramento,
pela haste pura na tua fronte
vi o que tu viste

: que nascêramos sob um só signo e ascendente
e juntos, com alma de infante,
alisávamos cumes de arranha-céus
que ocultavam ao homem o bruxulear das estrelas
~ das vivas e das mortas ~

Vozes acometiam-nos contra paredes de espinhos,
mas rendas vintage e novas fibras fluindo num só Corpo
desfaziam essas taipas em pó iridescente

E da dor que mais me doía,
que era a do pensamento e das teorias flutuantes,
uma luz se confundia no Lugar Fixo dos Espelhos

: pelo relevo curvilíneo de albufeira,
a galope, 
formávamos naus e caravelas,
para inflamar de Inocência
antigos continentes.

Seguimos no fúcsia e dourado
desse rasto de incêndio
com os olhos como sóis,
sabendo, com a precisão do coração,
que era o caminho da imprudência.

Então, do teu dorso sem cela,
por florestas de acácias e eucaliptos em combustão,
vi, oh alazão branco,
pelo teu mastro transparente,
um écran de 360 graus nas águas ressoando,
: a cura da História de profetas, santos, pecadores
e pregadores, outrora sem salvação

(E quais as salvações
que não nos escravizam o tempo
e a construção de Deus?)

Conviver com o fim,
matar a fome das nossas asas,
assistir à morte de um unicórnio
e depositar-lhe no chifre a imagem de flores vivas
; esta paradoxal imagem do amor
que nunca se consome



suza(m)na ~ janeiro 2014




terça-feira, 13 de agosto de 2013

"BREACH"




    











Passamos a vida com os pés assentes na terra, deitados, sentados, suspensos por qualquer estrutura voadora, deslizante ou sustentora do nosso peso e inércia. A terra, ou um seu (i)legítimo representante, é o nosso meio. Saímos das árvores para, resignada e erectamente, marcharmos. 
Porém, se por genuínos segundos variarmos de meio, rompermos os elos desta gravidade marcial, sem geringonças pelo meio, por baixo ou por cima – apenas o corpo e a vontade – é um exercício que pode a alguns evocar o limiar entre a loucura e o surrealismo ou – num esforço de tolerância – a elegância de uma baleia que se contorce, arqueia e estica nos reinos do céu e do sol, num antigo ritual que pode ser de acasalamento, uma forma de comunicação ou, tão somente, um processo para remover parasitas.

Pois, o que esta mamífera de 41 anos (desde o passado dia 7) experimenta sempre que se solta por escassos milímetros (ou pouco mais) do reino terrestre é um sentimento palpável de júbilo e de liberdade, de possibilidade de rotura com formas de pensamento auto e hetero-impostas e, com ela, a hipótese de diferentes perspetivas, sempre a partir do corpinho “que um dia a terra há-de comer”... Uma oportunidade de, intencionalmente, cristalizar momentos de reformulação, de revisão lúcida de padrões e, claro, de retoma dos anos perdidos da infância.
Com um salto, racha-se o ar, retorna-se às raízes. Com um saltinho, desconstrói-se sem se arruinar: reformula-se, transmuta-se.

Somos, num átimo, todo o ar. E pode muito bem ser quanto baste.




Abraç*






quarta-feira, 19 de junho de 2013




Deambulava desiludida com a qualidade medíocre da roupa que se vê à venda, dos materiais franzinos, retesados e ásperos, das costuras mal acabadas, das malhas quebradas e malsinadas...
Afinal, estava ao espelho dentro de outro espelho, emocionalmente penalizada pela ridícula longevidade das paixões; de como – sem notificação por escrito – se convertem em matéria de ausência. Não se tratava de um olhar hierofante que vê o borboto um mês antes dele se manifestar.
Encontrei outro reflexo de outro ângulo: aí cosia à mão uma túnica para alguém que me tinha completa há anos em ambas as mãos, sem sequer ainda ter mãos.
E era uma emoção social; não apenas fisiológica. O pensamento, esse, tinha passado.



segunda-feira, 17 de junho de 2013

#4 AGORAR









            a
            ag
            ago
            agor
            agora
            agora i
            agora is
            agora ish
            agora isht
            agora ishta
            agora ishtar
            agora ishtar i
            agora ishtar ip
            agora ishtar ipt
            agora ishtar ipti
            agora Ishtar Iptin
            agorar Ishtar Iptin






 suzamna guimaraens

 outubro 2012
           







sábado, 15 de junho de 2013

#3 AGORAR








agorar
agorar
agorar
agorar
agorar
agorar
agorar
agorar
agorar
agorar
agorar
agorar
agorar







suzamna guimaraens

setembro 2012