quinta-feira, 29 de agosto de 2013

NÃO, NÃO É UM BLOGUE DE CULINÁRIA




O.K.. Talvez um dia... Um dia destes, enfim, talvez eu siga uma receita.
Até lá, com toda a minha diligência, irei improvisando, como alguns portugueses tão bem fazem...

O bolo que se segue foi confecionado numa casa onde estou a passar uns dias.
Os recursos não são muitos, o que torna o desafio ainda mais interessante!...

Duas garantias: é saboroso e saudável (a não ser que se coma "à Obelix".)


;o)



a medida...
(só uma chávena de) açucar mascavado e três ovos...
marca portuguesa...
(duas chávenas de) farinha de milho, que tem menos glúten = menos barriguinha...
marca portuguesa...
marca portuguesa (onde é que eu já li isto?)...
aguardente bagaceira de Vila Nova...
claras em castelo...
divisão para o três tons-sabores de mármore...
chocolate... Portuguese brand ;o)
café...
nectarina... (portuguesa?)
canela e sementes de linhaça...
pimentão doce...
a primeira camada...
tablete de chocolate preto partida artisticamente entre as camadas e na cobertura...
outra camada...
cloche patusca quase a desfazer-se, aquecendo...
pires a fazer de vidro térmico, que se partiu há anos...
a configuração final antes de ir ao fogo...
depois do fogo...




a prova... Nham, nham!...




E depois, "butes" às amoras para comer com (e sem) o bolo!





do campo das amoras...




Comida é ars ephemera portátil?












CORPO VERSUS... CORPO?



"  Na verdade, cada sentimento de prazer ou dor é como pregos que fixassem a alma ao corpo; e assim a agrafam a ele, e enleiam na substância corporal, por tal forma que tudo aquilo que o corpo lhe disser ela toma por verdadeiro. É que o facto de comungar das suas crenças, dos seus motivos de alegria, a leva por força a adquirir os mesmos hábitos e cultura; e, como tal, jamais chega ao Hades em estado de pureza, antes vai sempre contaminada pelo corpo (...) 

 Nada mais exacto, Sócrates  Concordou Cebes.
– Aí tens, pois, Cebes, os motivos que levam os que são deveras filósofos a serem comedidos e corajosos – motivos bem diversos dos do comum das pessoas, não te parece? 
– Bem diversos, sem dúvida!
– Pois são! Nem a alma de um filósofo poderia seguir outro raciocínio que não este; não imaginaria, por certo, que sendo a função da filosofia libertá-la, a ela lhe cabe, enquanto a liberta, abandonar-se a toda a espécie de prazeres e sofrimentos para se enlear uma vez mais nas cadeias do corpo, empenhando-se numa infindável teia de Penélope, que trabalha ao contrário do seu tear; antes pelo contrário, calando em si a violência das paixões, segue na via do raciocínio para jamais a abandonar e contempla o que é verdadeiro, divino e não sujeito às contingências da opinião; e, alimentada por ele, assim crê que deve viver toda a vida, convicta de que, após a morte, se irá reunir ao que é conforme à sua natureza, liberta dos males da espécie humana. Ora se tal é o seu alimento [e género de vida], não há perigo, Símias e Cebes, de alguma vez ela temer que, ao separar-se do corpo, se desvaneça, aniquilada pelos ventos, e se vá, para não mais deixar rasto de existência...
Um prolongado silêncio se seguiu a estas palavras de Sócrates. Ele era visível, imerso ainda nos argumentos que acabara de expor; e do mesmo modo, quase todos nós. Apenas Símias e Cebes falavam baixo um com o outro. Apercebendo-se, por fim, Sócrates interpelou-os:
– Então, que há? Decerto vocês dois não pensam, daquilo que foi dito, que é tudo o que havia a dizer? É claro que alguém que se disponha a aprofundar os nossos argumentos encontrará ainda matéria bastante para dúvidas e objecções..."


Platão, in "Fédon" 



Sócrates, um homem encarcerado, condenado à execução, demonstra-se, apesar das circunstâncias adversas, disponível para o diálogo. É a escola, a pedagogia profunda que liberta, até nos corredores da morte.

Pergunto-me como seria uma conversa franca entre Sócrates, um adepto do Tantra e Carl Jung... 

:o)


Na verdade, não acredito em verdades definitivas; mas, antes, em caminhos percorridos pelo Corpo (onde a alma está contida, ou vice-versa): cérebro, coração, mucosas, pele, além-pele, chakras físicos e chakras extra-físicos... Tudo interligado, nesta e noutras dimensões. Caminhos com e sem tempo, caminhos-Luz, caminhos-sombra e caminhos-lusco-fusco.










Saberemos, definitivamente, o que é o nosso próprio corpo? 


Saberemos, definitivamente, quem somos?

Saberá a Deusa, definitivamente, o que é o Seu Corpo-Universo em expansão?


A Deusa seremos todos nós?

Terão as galáxias, que se afastam entre si, uma consciência? 


Haverá uma dimensão onde as perguntas não são necessárias? 


Haverá a pergunta certa e a pergunta errada?


Sem Pergunta haverá impulso de evolução?


Evolução implicará finitude; nossa e do universo?


A reEvolução dos Corpos terá de implicar, necessariamente, sofrimento?...




sábado, 24 de agosto de 2013

SÓ UM POUQUINHO MENOS DE CARNE?







Este é uma animação antiguinha, cuja mensagem contudo, ainda não se disseminou o 
suficiente na nossa consciência coletiva. É uma questão de tempo, mas o melhor seria
que tivesse sido ontem, sobretudo por questões de ordem física (humana e do planeta; em última análise, o Mesmo)
e da nossa consequente vibração. 
Ou seja, um planeta em sofrimento irradia sofrimento.
Um corpo alimentado a carne envenenada emana doença, física, emocional, mental e espiritual.
Aqui (leia-se neste blogue) não temos um discurso fundamentalista, radical e em tom apocalíptico.

A questão é simples: ou queremos evoluir ou não queremos.
Por muita curta que seja a nossa vida (que pode não ser!), o que está em causa é a mentalidade à 
qual nos agregamos e o futuro que ajudamos a materializar. Porque (certo!) não tenhamos veleidade de eternidade; mas, por outro lado, não nos desresponsabilizemos demasiado.
Não nos descartemos das ações que estão ao nosso alcance (tão simples!) para mudar o paradigma.
Acredito que o paraíso é aqui mesmo e que estamos a construí-lo a cada segundo que passa.
Acredito que haja mais do que um paraíso (sem contar com o fiscal e os paraísos artificiais)
e que se o "meu" paraíso se harmonizar com o paraíso de alguém, fantástico!
; mas só "fantástico"no termo, porque o paraíso é bem real!

Eu sinto a diferença no meu corpo quando como carne de porco e quando não como
: tenho, de facto, mais energia, mas é uma energia que me perturba e desconcentra.
Além disso, conheci uma porca que batizei de Pérola e uma javalina chamada Carolina que, num flash,
me meteram no seu coração (talvez maior do que o meu) e, desde então, não "aconteceu" comer carne de porco...
E não, não sou judia ou muçulmana (nada contra!) e, repito, sou flexível q.b. e "de bom garfo".

Ilustração de Arnold Lobel

Os teóricos da "dieta sanguínea" ou "dieta do tipo sanguíneo" (que é uma teoria ainda em validação,
 embora já posta em prática por muitos pelo mundo fora) vão, contudo, um pouco mais
longe e asseveram que a carne de porco é "tóxica" para todos os tipos de sangue. 
Isso mesmo: inclusive os indivíduos de sangue tipo O, descendentes da linhagem dos caçadores nómadas
e, portanto, "aconselhados" a comer carne, até para esses a carne de porco terá efeitos toxicantes.
Posto isto, todos sabemos que os toxicómanos, os fumadores, etc., estão ao corrente dos inconvenientes
do seu consumo e persistem num vício que, entretanto, deixaram de reconhecer. 
Os nossos corpos são as nossas opções e, curta ou longa, a vida é um conjunto de escolhas
em virtude das circunstâncias, muitas delas construídas por nós.

E, nem a propósito, veio-me parar às mãos um livro que já comprei há uns meses largos, intitulado
"Segredos de Longevidade e Vitalidade" de Rui Rato, que diz o seguinte sobre o consumo da carne (lato sensu):


"(...) no início a carne não é venenosa, mas tudo o que não se queima rapidamente, converte-se em veneno. Nesta etapa aparecem bactérias e vírus. Este armanezamento de proteínas pode conduzir à uremia, e aos mais diversos problemas do sangue. Um bezerro, apesar de possuir um corpo tremendamente forte só come erva; uma vaca com um enorme esqueleto, só come ervas e constrói a sua estrutura óssea só com ervas. 450 kilos de erva consumida por um bezerro produzem apenas 1 kilo de carne, mas comendo somente 45 kilos de cereais produzimos a mesma quantidade de carne. Porque os cereias são uma forma mais concentrada de energia do que a erva.
Noutras palavras: 

Erva--------------Yin             Carne--------------Yang

Os americanos consomem uma grande quantidade de carne e como resultado sentem atracção por uma grande quantidade de açucar e outros alimentos extremos yin. 
Existem formas práticas e seguras de eliminar os resíduos tóxicos da carne.

  • O nabo ajuda a expelir as toxinas do peixe.
  • Os cogumelos ajudam a expelir as toxinas das aves e dos ovos.
  • A alface ajuda a expelir as toxinas do queijo.
  • O cebolinho cru ou cozido ajuda a expelir as toxinas da carne de vaca e ovelha."


É curioso como Rui Rato se refere a "carne", quando abarca outra gama de proteínas, como o peixe,
os ovos e o queijo. O autor, seguidamente, discorre sobre "A MAIOR SUPERSTIÇÃO DO SÉCULO 20: AS PROTEÍNAS", referindo-se, uma vez mais, apenas às proteínas de origem animal.
É, realmente muito esclarecedor e, até a mim, que não sou radical, me deixa a pensar nas "fraquezas da carne"...
; mas, enfim, terá de ficar para um próximo post.


Abraç*





sexta-feira, 23 de agosto de 2013

PAROLICES




Fico tristonha sempre que aqui venho e não encontro comentários.
Na verdade, imagino que, de súbito, vão aparecer dezenas
deles a quase (se não mesmo) todas as mensagens. 
Comentários espirituosos e profundos, reveladores de uma verdade
oculta de mim em mim, desintegradores e, simultaneamente, expansores.

Neste momento, sou, decididamente, uma parola incompreendida
a perder tempo a traçar linhas, que não existem, de um mundo
sem opressão sexual, onde as mulheres são valorizadas por serem pessoas
e não estruturas de penetração; onde não há poluição, nem tabaco-que-tira-a-tesão,
nem mentiras de conveniência, nem animais a serem abatidos e comidos
como se não fossem seres viventes que sentem dor e prazer, 
onde rezar é redescoberto como uma atitude natural de devoção
pelo próprio-ser-humano e pela natureza nas suas dimensões superiores
e pode ser concomitante com o ato de amor em todas as posições
desejáveis e por desejar.
Onde a filosofia é pragmática e divertida e todos se ensinam a todos,
sem hierarquias patetas que temem a falta de respeito,
eventualmente por não o merecerem.
Onde os comprimidos não se precisam de tomar, porque ninguém
fabrica doenças para ninguém e a informação certa vai encontrar a
pessoa certa no momento certo.
As sincronias, as sinergias, as orgias, antes de serem físicas
e automáticas, são-no no plano espiritual e, só depois de estarem em contacto 
com a Fonte, se materializam amorosa e harmoniosamente.

E, pronto. Devo ser lírica, utópica, ingénua, mas penso que é com o corpo,
– este corpo que agora temos  que fazemos o paraíso
; o paraíso aqui mesmo, que, de resto, já existe porque é palpável que o sinto.




suza(m)na guimaraens, 23 de agosto de 2013




segunda-feira, 19 de agosto de 2013

#1 DESARRUINAR





de Riachos (oops! que não encontro o link do artista...), Portugal 2013


Brilhante, não é?
Neste momento, em Portugal, assistimos a um boom criativo em torno do tema "Ruína".
Há mais de um ano que me apetece ir para uma casa em ruínas, que por sinal já fotografei (oh, se ao menos encontrasse a pasta!) e ser fotografada.

Por que será? O vazio a chamar por mim? O apelo da transmutação criativa?
O ímpeto de desarruinar(te)?






Chama-se Niklas Hoejlund e não anda a brincar. 

Se gostaria de ser fotAGORAfada por ele?... ;o)





sábado, 17 de agosto de 2013

ÉPICA FÉ: QUEM NÃO TEM A SUA?



 Este  é o meu álbum das Fadas no Pinterest.

É tão estimulante mergulhar visualmente neste imaginário de vários artistas! 
Por vezes, parece que sinto aromas e a temperatura a mudar...

Certo dia, quando eu tinha 18 ou 19 anos – tal como uma criança de 3 – perguntei a uma senhora muito especial se existiam fadas; ao que ela, sem hesitar, me respondeu: "o Homem tem imaginação, Susaninha, mas nem tanta!"

Aos 41 anos continuo sem nunca as ter visto, pelo menos tal como aparecem retratadas, embora as tenha sentido desde sempre... Continuo uma menina, eu sei! :o)

Steven D. Farmer, em "Earth Magic", partilha, de forma sucinta, acerca destas criaturas que agora habitam por outras dimensões, em frequências mais elevadas:

"As fadas são espíritos da Natureza, presumíveis descendentes das primeiras tribos terrestres – em particular dos Tuatha de Danann, os associados à deusa Dana, que outrora governou a Irlanda – que habitavam as ilhas Britânicas. Ao longo do tempo, este povo antigo foi sendo conquistado e deslocado, tendo-se, então, exilado para áreas onde os humanos não se aventuravam, tornando-se, derradeiramente, cada vez mais pequeno e invisível para se proteger. 

As fadas assumem responsabilidade pelas plantas e árvores (ou "Os Erguidos"). Elas trabalham com a Magia da Terra para cuidar destes seres vivos e, se nós lhes pedirmos, ajudam-nos a tratar do nosso jardim ou quintal. Também têm o poder do encantamento e da metamorfose.

As fadas apreciam quando, através das nossas ações, demonstramos que amamos a Terra tanto quanto elas; e, em recompensa, derramam a Magia da Terra sobre nós."





O filme Epic, também sobre o universo feérico, poderá ser encarado como mais um filme de ficção para crianças ou pré-adolescentes, mas talvez haja um rigor pouco comum na sua abordagem, que nos segreda que há adultos que ainda (já?) acreditam. 





Este, por exemplo, é um momento ternurento, antes de uma fuga emocionante que culminará na morte da Rainha.
Pronto, está dito; mas... "All's well that ends well", já assim escrevia Shakespeare, que também acreditava n'Elas...





:o)












 Estas fotografias foram tiradas em sequência há menos de uma semana.
Fiquei surpreendida pela presença azul constante e lembrei-me, não sei porquê, das Fadas...