quarta-feira, 16 de julho de 2014
A MULHER AMPLIA O CAMINHO
O Mestre disse: "O homem pode ampliar o Caminho. Não é o Caminho que amplia o homem."
in Confúcio, Analectos
sábado, 12 de julho de 2014
"DO ESPIRITUAL NA ARTE"
Toda a obra de arte é filha do seu tempo e, muitas vezes, a mãe dos nossos sentimentos.
Cada época de uma civilização cria uma arte que lhe é própria e que jamais se verá renascer. Tentar ressuscitar os princípios da arte dos séculos passados só pode conduzir à produção de obras abortadas.
Assim como é impossível fazer reviver em nós o espírito e as formas de sentir dos antigos Gregos, todos os esforços tentados no sentido de aplicar os seus princípios – por exemplo, no domínio da plástica – apenas levarão ao aparecimento de formas semelhantes às gregas. A obra assim produzida jamais possuirá uma alma. Esta imitação assemelha-se à dos macacos. Na aparência, os seus movimentos são iguais aos dos homens: o macaco senta-se, debruça-se sobre um livro, folheia-o com ar grave. Mas esta imitação não possui qualquer significado.
Existe uma outra analogia entre as formas de arte, baseada numa necessidade fundamental. A semelhança das tendências morais e espirituais de uma época, a procura de metas que mais tarde são abandonadas, ou seja, a semelhança do sentir mais íntimo de um período, pode conduzir logicamente ao emprego de formas que no passado serviram eficazmente as mesmas tendências.
Daqui nasceu em parte a nossa simpatia, o nosso parentesco espiritual com os primitivos. Tal como nós, estes artistas puros tentaram reflectir nas suas obras somente o essencial; a renúncia às contingências externas surgiu por si mesma, eles uniram-se às suas obras apenas por uma essência interior.
(...)
A sufocante opressão das doutrinas materialistas, que transformou a vida do universo numa vã e detestável brincadeira, não foi ainda dissipada. A alma que desperta, permanece ainda sob a impressão desse pesadelo. Apenas uma luz vacilante brilha, como um minúsculo ponto perdido num enorme círculo negro. Esta débil luz é apenas um pressentimento de que a alma não tem coragem de se afirmar; ela interroga-se se não será a luz o sonho, e o negro a realidade. Esta dúvida e os sofrimentos opressivos que herdou da filosofia materialista distinguem a nossa alma da dos primitivos. A nossa alma possui uma fenda que, quando se consegue tocar, lembra um valioso vaso descoberto nas profundidades da terra. Daí que a atracção que hoje sentimos pelo primitivo, na sua forma actual, seja apenas de curta duração.
Torna-se claro que estas duas analogias entre a nova arte e certas formas das épocas passadas são diametralmente opostas. A primeira, totalmente exterior, não terá consequências. A segunda é interior e encerra o germe do futuro. Após o período da tentação materialista, em que a alma aparentemente sucumbiu, mas de que entretanto se afasta, como de uma má tentação, emerge agora estimulada pela luta e pela dor. Os sentimentos elementares, tais como o medo, a tristeza, a alegria, que, neste período de tentação, poderiam servir como conteúdo da arte, pouco atraíram o artista. Este tentará despertar sentimentos mais subtis, ainda sem nome. Ele próprio vive uma existência completa, requintada, e a obra nascida do seu cérebro irá provocar no espectador capaz de sentir as mais delicadas emoções, que a nossa linguagem não pode exprimir. Mas, neste momento, raro é o espectador que consegue experimentar semelhantes vibrações. O que ele procura na obra de arte é uma simples imitação da natureza para fins práticos (retrato no sentido mais banal do termo, etc.), ou uma imitação da natureza equivalente a uma certa interpretação (a pintura impressionista), ou, então, estados de alma disfarçados em formas naturais, aquilo que se denomina por Stimmung1. Todas estas formas, quando são verdadeiramente formas de arte, atingem o seu objectivo e são (mesmo no primeiro caso) um alimento espiritual, especialmente no terceiro caso, em que o espectador encontra um eco da sua alma. Naturalmente tal consonância (ou dissonância) não pode ser superficial: mas a emoção da obra pode ainda aprofundar e transfigurar a receptividade do espectador. De qualquer modo, obras desta natureza defendem a alma de toda a vulgaridade.
__________________
1 Infelizmente, este termo, que deve designar as aspirações poéticas de uma alma vibrante, foi destituído do seu verdadeiro sentido, para se tornar num objecto de ironia. Haverá alguma palavra, carregada de um profundo sentido, que não tenha sido alvo de uma tentativa de profanação?
in "do Espiritual na Arte", Wassily Kandinsky, (1910)
quinta-feira, 10 de julho de 2014
STOP THE BULLYING, EVOLVE THE LIVING
Este projeto foi realizado no âmbito do Clube de Teatro, dinamizado durante o ano letivo 2013-2014,
em escrita cooperativa com o 6º G e em parceria com a professora Alexandra Antunes
(Curso Vocacional: Componente de Formação Multimédia), a quem estou imensamente grata pela edição.
As cenas, por motivos que nos ultrapassaram, foram gravadas por mim e pela Alexandra,
com três câmaras diferentes, em vários dias, algumas das quais após o início das férias dos alunos, de forma inusitada e com personagens surgidas no momento, que não constavam no elenco inicial da peça de teatro,
(apresentada uma única vez no auditório da escola.)
Só ontem foi possível ultimar o projeto, que mais parece um milagre da Alma Portuguesa...
Diria que é necessário termos Fé, sobretudo nas nossas crianças e adolescentes.
Este projeto é por eles: para que brilhem e para que o seu sofrimento se dissolva numa direção reEvolucionária.
Grata!
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